Prefeitura lança edital de licitação para construção do Centro de Convenções

28 2017, 11h08

FOTO: REPRODUÇÃO

A Prefeitura lançou, nesta quinta-feira (28), o edital de licitação da concorrência pública para a construção do Centro de Convenções de Salvador, na Orla da Boca do Rio, no local do antigo Aeroclube. Disponível no site www.compras.salvador.ba.gov.br, a licitação, do tipo menor preço, está estimada em R$ 112 milhões e as empresas interessadas deverão apresentar as propostas até o dia 30 de janeiro de 2018. A expectativa da assinatura do contrato é para março de 2018, com prazo de construção de 12 meses. Paralelamente, a Prefeitura já trabalha no edital para escolha da empresa que vai gerenciar o equipamento.

Para o encaminhamento do processo, a Prefeitura criou uma comissão técnica e multidisciplinar para conduzir os trabalhos. Esta comissão, que é coordenada pela Casa Civil, é formada por seis órgãos municipais: Secretaria de Cultura e Turismo (Secult), Secretaria de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur), Secretaria Cidade Sustentável (Secis), Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Sucop), Secretaria de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra) e a Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF).

 

Com uma área total de 103 mil metros quadrados, o Centro de Convenções de Salvador terá capacidade para receber 14 mil pessoas simultaneamente em congressos e convenções. A área total construída é de 34 mil metros quadrados. Haverá duas áreas para shows, uma externa – de frente para o mar, e outra interna, cada uma com capacidade para 20 mil pessoas. Contará ainda com 8 auditórios moduláveis de 800 metros quadrados. Terá também 28 salas de reuniões que se tornarão camarotes tanto para os shows externos quanto internos, quando houver necessidade. Haverá estacionamento com 1480 vagas para veículos, táxis e ônibus.

O equipamento terá três pavimentos. No térreo estarão os auditórios e a praça de eventos, além de dois foyers, cada um com mil metros quadrados. Os acessos de veículos se darão a 2,5 metros abaixo do nível da Av. Octávio Mangabeira. Uma escadaria e rampas levarão os pedestres ao nível do mezanino de 2,5 mil metros quadrados, onde um grande pórtico emoldura a esplanada, sob uma cobertura dinâmica, permitindo uma comunicação tanto com as 12 salas de reunião, que somam 2.800 metros quadrados e os 28 camarotes/salas, quanto com a área de shows e o mar. No terceiro andar, serão erguidos dois restaurantes de 423 metros quadrados cada, com vista para o mar.

A chegada dos pedestres se dará sob uma cobertura transparente, que forma um “domus” marcado por arcos espaciais metálicos, que criam uma sensação de bem-estar e integram os ambientes internos e externos, possibilitando a visão para o mar e o acesso à área de shows. Os níveis do térreo e do mezanino serão interligados por elevadores e escadas rolantes, estrategicamente posicionadas na praça de eventos, proporcionando fluidez entre os salões e as salas de reuniões. Seus salões são versáteis e permitem variadas formatações, podendo abrigar eventos de diversos tamanhos e segmentos.

O Centro de Convenções de Salvador, que será 100% climatizado e com acessibilidade, terá duas docas com 10 vagas para estacionamento de caminhões totalmente integradas ao equipamento, para facilitar a carga e descarga. Isso sem falar nas estruturas obrigatórias, a exemplo de recepções, sanitários e áreas para operação de equipamentos de áudio e vídeo. Todo o material utilizado na construção será anti-salitre para evitar a corrosão de materiais.

Números – Segundo dados do Ministério do Turismo, a indústria de eventos no país gera 7,5 milhões de empregos e movimenta R$48 bilhões em tributos gerados, com crescimento médio anual de 14% das receitas relacionadas a este segmento. São mais de R$209 bilhões em receita e 590 mil eventos realizados. Para 78,8% dos profissionais e empresas que atuam neste setor, o Centro de Convenções é o primeiro equipamento procurado antes de se definir pela realização de um evento na cidade.

E, segundo as contas do próprio setor, Salvador já perdeu cerca de R$1,2 bilhão em receitas pela falta do equipamento. Ou seja, a capital baiana ficou de fora da divisão do bolo do turismo de negócios e eventos, setor do qual o Nordeste fica com 20% da fatia, contra 52% do Sudeste, 15% do Sul e 9% da região Centro Oeste.

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