"O nome de Rodrigo Maia está começando a ganhar força" afirmou ACM Neto ao comentar eleições de 2018

05 2017, 15h11

FOTO: REPRODUÇÃO

Em entrevista ao jornal valor Econômico Neto falou das eleições de 2018. Ele ressaltou que o nome de Rodrigo Maia (DEM-RJ) começa a ganhar força como candidato do DEM ao Planalto. “Temos um cronograma e o primeiro passo será no dia 14, com a convenção nacional. Isso passa pela atualização das comissões provisórias municipais, estaduais e nacional e do programa do partido, no momento em que vamos procurar qual é a mensagem para o futuro. O que coroa esse processo é a possibilidade de apresentar uma candidatura própria à Presidência. O nome de Rodrigo [Maia] está começando a ganhar força. Tenho conversado com outros partidos no campo do centro que têm simpatia e podem se juntar. É uma pré-candidatura que pode se transformar em candidatura, com apoio de partidos que não querem começar 2018 reféns da polarização entre PSDB e PT. Defendo que a gente continue dialogando com o PSDB, mas o diálogo não pode ser apenas em torno do apoio a um candidato do PSDB”, disse.

O democrata disse ainda que seu grupo está se preparando para enfrentar Lula. “A força do Lula não é uma realidade apenas da Bahia, mas de todo Nordeste. Isso deriva do discurso que ele fez ao longo de oito anos de governo, muito focado na região. Lula explorou isso. Olhou o Nordeste de maneira diferenciada, enxergou ali um campo aberto para crescer e cresceu. Ele mudou a realidade do PT. Se for para a década de 90, era o contrário. O PT tinha força no Sudeste e grande dificuldade no Nordeste. Lula chega à Presidência, foca na região, constrói um discurso que tem repercussão com algumas políticas de governo que acabaram tendo impacto direto na vida das pessoas e existe um recall inquestionável em relação a isso. A esse fato que se soma a outra coisa: ainda não existe outra candidatura no campo oposto ao de Lula que possa fazer esse contraponto. No Brasil as pessoas não votam em partido, mas em candidato. Qualquer candidato no nosso campo vai ter que se preocupar muito em construir uma plataforma de propostas para o Nordeste. A essa plataforma de propostas vai ter somar palanques fortes nos Estados, para a candidatura a governador. É a receita para enfrentar essa força extraordinária que Lula ainda tem no Nordeste”, avaliou.

 

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